Entre livros e videogames

Postado em 03/03/2018

Entre livros e videogames

Pois esse sonho pode ser uma realidade ao alcance das mãos. Dá até para pensar em cursar algo na Universidade de Stanford, nos eua, uma das melhores do mundo e também uma das mais disputadas. Para ter acesso a esse ambiente privilegiado, é preciso passar por um rigoroso processo de admissão - e ter bastante dinheiro. Custa cerca de R$ 80 mil por ano. 


Mas isso não impede que ela disponibilize também alguns de seus cursos on-line. E de graça. Atualmente, sete cursos on-line estão acontecendo na Stanford. Todos ministrados por professores da própria universidade e com o mesmo conteúdo dado aos alunos que frequentam o campus. Porém, a experiência não é a mesma de assistir a uma série de palestras no YouTube, olhos vidrados na tela. Quem se inscreveu em "Desenvolvimento Democrático", por exemplo, tem de entregar trabalhos semanais e fazer uma prova final para passar. É um curso virtual, mas de verdade. 


Esse é apenas um exemplo dos 336 cursos oferecidos por 62 universidades pelo mundo na plataforma Coursera, lançada em abril de 2012. Apesar de jovem, o site é uma das principais referências no ensino on-line. A ideia nasceu quando o professor de ciência da computação de Stanford, Andrew Ng, começou a postar suas aulas no YouTube e "centenas de milhares de pessoas começaram a ver". "Depois disso, me dediquei a desenvolver uma tecnologia que não tivesse só vídeo, mas também lição de casa, fórum de discussões e a chance de obter um certificado", relata ele. 


Em apenas um ano, o Coursera conquistou mais de 3,2 milhões de usuários em vários países. Os americanos dominam no número de inscrições, com mais de 35% dos alunos. Segundo Ng, o Brasil ocupa a quinta posição nesse ranking, apesar de não haver aulas em português, algo que está nos planos do site. 


Não faz muito sentido pensar que universidades particulares e tradicionais do mundo estejam colocando tantos cursos de graça na rede. Mas o fundador do Coursera explica: "A maior parte das universidades tem uma missão educacional muito forte", afirma. "Com a tecnologia a nosso dispor, sinto que é uma obrigação ética disponibilizar a educação para todos", opina o professor. 


Claro que há contraparte para essas instituições, mesmo que não seja financeira: "Elas usam esse conteúdo para melhorar a educação para os estudantes que ficam nos campi". Nada, aliás, substitui a vida na universidade, na opinião de Ng. "O real valor da universidade não está só no conteúdo. As pessoas vão a Stanford por causa das aulas, dos professores e das interações com as pessoas", completa. 


EDUCAÇÃO BÁSICA


Eles podem ser uma boa opção para quem já é formado e quer aprender mais sobre algum assunto sem necessariamente começar uma nova graduação ou até pós-graduação. Mas e durante a educação básica? A tecnologia está pronta para entrar na vida de crianças e adolescentes?


Para a Khan Academy, sim. Salman Khan, fundador do site, ficou sabendo que seus primos estavam com dificuldades em matemática. Já que ele era bom nisso - trabalhava em uma empresa de investimentos - resolveu se oferecer para ajudar. Era impossível, no entanto, fazer isso pessoalmente, porque seus parentes moravam em outro Estado americano. Khan decidiu montar um esquema que envolvia conversas telefônicas, vídeos no YouTube e muita paciência. 


Os vídeos de Khan, como os de Andrew Ng, começaram a fazer sucesso e se espalhar para além da família do rapaz. Por conta disso, ele resolveu deixar o emprego e transformar o "hobby" de ajudar os primos em uma fundação, que hoje não só mantém aplataforma on-line, como também se relaciona com ongs e governos do mundo todo - inclusive no Brasil. 


Hoje são mais de quatro mil vídeos, e não só sobre assuntos ensinados na escola. Há cursos de programação e ciência da computação. Assistir ao vídeo é só uma das atividades possíveis e desejáveis. Para cada módulo de aprendizado, há exercícios correspondentes, e os alunos recebem resposta imediata sobre suas habilidades. Se precisarem de reforço em algum ponto, podem estudar mais. Ou passar para o próximo assunto. 

Mas, com as crianças, um curso on-line pode não ser o suficiente. Segundo Minli Virdoni, chefe de estratégia e planejamento da Khan Academy, hoje há 20 mil alunos usando a ferramenta dentro da sala de aula, junto dos colegas e dos mestres: "O papel do professor é muito importante", ela enfatiza.

 

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